Descrição
O Tubo de Cobre 5/16 em Bobina Flexível é destinado à execução de tubulações em sistemas de refrigeração e climatização quando a medida nominal de 5/16″ estiver prevista no projeto, na especificação técnica do equipamento ou na aplicação correspondente.
Sua apresentação em bobina permite desenvolver trechos contínuos e realizar mudanças graduais de direção durante a instalação, podendo reduzir a quantidade de conexões intermediárias em determinados percursos.
Por apresentar diâmetro relativamente pequeno, o tubo exige cuidado durante desenrolamento, corte e conformação para preservar sua seção interna e evitar amassamentos, ovalização ou estrangulamentos.
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS
- Produto: tubo de cobre;
- Material informado: cobre;
- Diâmetro nominal informado: 5/16″;
- Apresentação: bobina;
- Característica informada: flexível;
- Destinado à composição de tubulações;
- Aplicação em refrigeração e climatização quando tecnicamente compatível;
- Permite execução de trechos contínuos;
- Pode ser conformado gradualmente durante a instalação.
PARA QUE SERVE?
O tubo de cobre pode integrar circuitos e linhas utilizados na condução de fluidos em sistemas de refrigeração e climatização compatíveis.
A função específica de uma tubulação de 5/16″ não deve ser determinada somente pelo seu diâmetro.
A aplicação correta deve considerar:
- Tipo de equipamento;
- Função prevista para a linha;
- Comprimento;
- Desnível;
- Condições de operação;
- Características do fluido utilizado;
- Perda de carga;
- Velocidade de circulação;
- Especificação do fabricante.
A medida deve ser utilizada somente quando estiver prevista para aquela instalação.
VANTAGENS DA BOBINA FLEXÍVEL
O formato em bobina permite desenvolver percursos contínuos.
Quando aplicado corretamente, pode contribuir para:
- Redução da quantidade de emendas;
- Menor número de pontos de união;
- Maior continuidade da linha;
- Facilidade de condução por determinados trajetos;
- Menor necessidade de conexões intermediárias.
Isso não elimina a necessidade de cuidados com curvamento e instalação.
IMPORTÂNCIA DA MEDIDA 5/16″
O diâmetro da tubulação influencia diretamente sua área interna de passagem.
Uma deformação em um tubo de pequeno diâmetro pode representar redução relevante dessa área.
Por isso, uma instalação incorreta pode interferir em:
- Passagem do fluido;
- Perda de carga;
- Condições de operação;
- Desempenho do circuito.
A tubulação deve sempre corresponder à especificação técnica.
APLICAÇÕES
Quando tecnicamente especificado, pode ser utilizado em:
- Sistemas de refrigeração;
- Sistemas de climatização;
- Circuitos frigorígenos compatíveis;
- Tubulações técnicas;
- Equipamentos dimensionados para 5/16″;
- Montagens profissionais;
- Manutenções;
- Substituição de trechos de tubulação.
Não é adequado definir uma aplicação específica apenas com base no diâmetro informado.
CUIDADOS AO DESENROLAR A BOBINA
Desenrole o tubo progressivamente.
Evite:
- Puxar bruscamente;
- Torcer a bobina;
- Fazer curvas excessivamente fechadas;
- Dobrar repetidamente o mesmo ponto;
- Arrastar as extremidades pelo chão;
- Amassar a tubulação.
O objetivo é preservar a seção circular em todo o comprimento.
EVITE OVALIZAÇÃO E ESTRANGULAMENTO
Uma curva mal executada pode reduzir a passagem interna.
Isso pode provocar:
- Achatamento;
- Ovalização;
- Estrangulamento;
- Restrição ao fluxo;
- Aumento da perda de carga;
- Alteração do funcionamento do sistema.
Quando necessário, utilize ferramenta de curvamento apropriada à medida.
CUIDADOS COM O CORTE
Durante a preparação:
- Utilize cortador apropriado para tubos de cobre;
- Faça corte regular;
- Evite esmagar a extremidade;
- Remova corretamente as rebarbas;
- Preserve a seção circular;
- Não permita entrada de limalhas.
Em tubos de menor diâmetro, uma rebarba interna pode representar parcela significativa da área disponível para passagem.
LIMPEZA INTERNA
A tubulação deve permanecer limpa durante armazenamento e instalação.
Evite entrada de:
- Poeira;
- Água;
- Umidade;
- Limalhas;
- Resíduos de obra;
- Partículas metálicas;
- Óleos ou outros contaminantes.
Mantenha as extremidades protegidas até o momento da instalação.
CUIDADOS COM FLANGEAMENTO
Quando a aplicação utilizar conexão flangeada:
- Faça o corte corretamente;
- Remova rebarbas;
- Utilize ferramenta compatível com a medida;
- Preserve a extremidade;
- Evite trincas;
- Evite flange assimétrica;
- Faça o alinhamento antes do aperto.
Uma flange defeituosa pode resultar em microvazamentos ou perda de estanqueidade.
O torque correto depende da conexão e da especificação técnica utilizada e não deve ser presumido somente pelo diâmetro do tubo.
CUIDADOS DURANTE A BRASAGEM
Quando houver união por brasagem:
- Prepare corretamente as superfícies;
- Controle o aquecimento;
- Evite superaquecimento;
- Preserve a passagem interna;
- Não deforme o tubo;
- Evite introdução de resíduos;
- Execute a união de forma uniforme.
Quando previsto pelo procedimento técnico adotado, a passagem controlada de nitrogênio seco durante a brasagem auxilia na redução da formação de óxidos no interior da tubulação.
CUIDADO COM O SUPERAQUECIMENTO
Tubos de menor seção podem aquecer rapidamente.
Calor excessivo pode:
- Favorecer oxidação;
- Deformar a extremidade;
- Prejudicar a união;
- Produzir resíduos internos;
- Exigir retrabalho.
A brasagem deve ser compatível com as dimensões da peça.
FIXAÇÃO DA TUBULAÇÃO
A linha deve permanecer corretamente apoiada e protegida.
Evite:
- Vibração excessiva;
- Tubulação solta;
- Atrito contínuo;
- Contato com bordas cortantes;
- Esmagamento por abraçadeiras;
- Tensão sobre conexões.
ISOLAMENTO TÉRMICO
Quando a função da linha exigir isolamento térmico, este deve ser dimensionado de acordo com a aplicação.
Isolamento inadequado pode favorecer:
- Condensação;
- Gotejamento;
- Troca térmica indesejada;
- Perda de eficiência.
O tipo e a espessura do isolamento dependem do sistema.
TESTE DE ESTANQUEIDADE
Depois da montagem, todas as conexões devem ser verificadas.
Devem ser avaliados:
- Brasagens;
- Flanges, quando existentes;
- Conexões;
- Válvulas;
- Emendas;
- Pontos de serviço.
A inspeção visual não comprova ausência de microvazamentos.
EVACUAÇÃO
Quando o circuito tiver sido aberto para montagem ou manutenção, o procedimento de evacuação aplicável deve ser realizado corretamente antes da operação.
A evacuação auxilia na redução da presença de:
- Ar;
- Umidade;
- Gases não condensáveis.
NÃO UTILIZE OXIGÊNIO PARA PRESSURIZAÇÃO
Oxigênio não deve ser utilizado para pressurizar circuitos frigorígenos.
A pressurização e os testes devem ser realizados utilizando gases, ferramentas e procedimentos adequados à atividade de refrigeração e à especificação do sistema.
RISCOS DE UMA INSTALAÇÃO INCORRETA
Uma instalação inadequada pode provocar ou favorecer:
- Vazamentos;
- Microvazamentos;
- Achatamento;
- Ovalização;
- Estrangulamento;
- Restrição de passagem;
- Perda de carga;
- Entrada de umidade;
- Entrada de ar;
- Contaminação interna;
- Oxidação;
- Falhas em brasagens;
- Falhas em flanges;
- Vibração;
- Ruídos;
- Condensação, quando aplicável;
- Alteração do funcionamento;
- Redução de desempenho;
- Necessidade de reabrir o circuito;
- Retrabalho.






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